Quantas vezes pensamos sobre fazer análise (ou terapia) quase como uma coisa pejorativa? ⠀

Quantas vezes vemos como algo que fala de coisas que não vão bem – como se coisas não irem bem e sentirmos os reflexos disso fossem a excessão nesse mundo doido no qual vivemos? ⠀

Que coisa estranha ser afetado pelo que se passa, não é mesmo?
É? Acho que não.

Sentimos, somos afetados, atravessados. E as vezes esses eventos doem demais, e se sobrepõe ao longo da nossa história.

E a gente precisa parar, se ouvir, afinal o fato de existir não nos capacita automaticamente a lidar com todas as nossas questões, é preciso elaboração, é preciso de cuidado.

E a análise vai nessa direção, se refere sobre tudo a um processo de responsabilização. Ao falarmos, ao ouvirmos a nossa história, ao nos permitirmos tocar, por um outro lugar.

Falamos sim, falamos sobre si, sobre a vida, sobre o nosso próprio caminho em meio a uma vida que tanto pode trazer agonia.

Por que bem sabemos que somos atravessados por outros que com suas questões, muitas vezes nos deixam com o coração na mão. Por que com seus atos muitas vezes nos pegam de sopetão.

A vida é um atravessamento. Somos atravessados pelo outro, pelo imprevisto, e até mesmo pelo que foi previsto, mas mesmo assim resolvemos arriscar.

Quando a gente se permite seguir o caminho de uma análise, seguimos pelo caminho de poder questionar.

Questionar o que faço com o que sou e o que me afeta? Por que algo me afeta como afetou? E tantas outras questões.

Que tem como objetivo não as respostas finais, mas os caminhos que elas nos apontam e as possibilidades que elas vem nos trazer.

Que abrem nosso discurso e reflexão para sair da repetição. E que nos convidam a uma nova relação.

Consigo, com o outro, com o mundo.

É tomar um papel mais ativo, um papel que está avisado e atento a tantas coisas, e que sabe que tantas outras irão surpreender. E que vai refletindo não necessariamente para mudar, por que nem tudo dá, mas para não se ignorar.

Por que lutar contra é se martirizar, ignorar é se sabotar, mas se escutar…

É falar, é se analisar, é se respeitar e é sobretudo se amar 💜

“A ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como o são umas poucas palavras boas.”

Sigmund Freud

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