Algo que eu pouco vejo sendo falado aqui nos perfis que eu sigo – e confesso que as vezes tenho até a impressão de ser um pouco tabu – é sobre terapia de casal.

Para finalizar os posts sobre análise, resolvi fazer esse post para esclarecer esse ponto tão diríamos, delicado.

Desde que comecei a ter contato com brasileiros morando fora pude me deparar mais de perto com as dinâmicas de casais e família.

Se já é difícil se relacionar quando “se vem da mesma cultura” (coloco entre aspas porque a verdade é que ninguém tem a mesma cultura de ninguém) com alguém de uma cultura radicalmente diferente então…

Ou então, quando o casal da mesma nacionalidade se vê em um ambiente totalmente novo, imersos neles mesmos como quase toda a rede de apoio – algo que, diante da pandemia talvez todos os casais tenham passado em maior ou menor grau… Levantando desafios, questionamentos, reflexões e a necessidade de se relançar o compromisso e a decisão de estar juntos.

Obviamente que uma análise de casal não existe. Cada um precisa arcar com a dificuldade de ser quem é.

Mas terapia de casal com psicanalista existem SIM!

A escuta singular da psicanálise pode ser aplicada nos mais diferentes contextos olhando para além dos problemas aparentes e procurando entender o que se dá para além e caminhando para que se possa pensar, questionar e então construir novas formas de lidar com as questões envolvidas.

Um casal em uma terapia de casal vai poder se ouvir a partir de um outro lugar, vai poder abaixar um pouco as defesas e abraçar, acolher e compartilhar com a pessoa amada as suas vulnerabilidades.

Vai poder “se lembrar” que o outro está no mesmo time e tem os mesmos objetivos e vai poder a partir desse movimento mudar de posição com relação ao seu olhar para si, para o outro e para o cônjuge.

Vai poder também falar sobre assuntos delicados e até mesmo polêmicos que em meio ao dia a dia pode não ter tanto espaço para circular.

Nessa sociedade em que as relações estão tão dinâmicas, líquidas, e expressas. Que tudo é descartável e o novo ao alcance de um clique, poder dar um passo atrás e colocar as coisas em uma outra perspectiva com o cuidado que merece talvez seja o essencial para o fortalecimento das relações.

Nem tudo é descartável e nem deve ser. O nosso relacionamento consigo mesmo precisa ser cuidado e com o nosso cônjuge também.

Muitas vezes estamos envoltos em tantos desafios que não conseguimos se ouvir, ainda mais ouvir o outro, não é mesmo?

As vezes somos duros demais com a gente e muitas vezes o cônjuge também sofre dessa dureza por “ser o primeiro que aparece na nossa frente”.

Você já tinha pensado sobre isso? Qual a sua opinião? Você também gostaria de ver mais posts sobre isso? Deixa seu comentário!

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