Palavra tabu

Nessa semana, acredito que mais do que nunca em muito tempo e infelizmente em decorrência de situações de extrema violência e racismo temos vivido um movimento forte, impactante e importante em relação a luta contra o racismo.⠀
Sou branca, nasci em uma família de classe média. A cor da minha pele nunca atrapalhou em nada meus planos e nem me fez sentir inferior. Até mesmo na minha imigração sei que o pouco sofrimento que sofri por ser estrangeira nada tem a ver com isso, enquanto que para muitos o combo estrangeiro+negro chega a ser pesado, violento e quase devastador… Logo, nunca vou saber o que uma pessoa negra passa, vive, sente e pensa; mas quero ser ouvido a quem chega a mim e acolhimento. ⠀
Na Psicanálise falamos do sujeito, sujeito inconsciente, algo do mais particular de cada um, que ao mesmo tempo que nos diferencia é também o que nos faz todos iguais: não há espaço para qualquer fala sobre superioridade, para diferenciação e até mesmo “absurdos” como “raça superior”. Mas como o perfil @mazes.souza postou e a @a_ceu_aberto repostou: quantos analistas negros eu conheço? Poucos, poucos! E por quê? Por falta de oportunidade, de acesso, de uma falha estrutural grave da forma como nossa sociedade caminha. ⠀
Hoje quero dividir com vocês o livro “Pequeno manual antirracista” da @djamilaribeiro1 , ela discute pontos importantes e nos lembra o como sim somos todos racistas e precisamos reconhecer assumir e trabalharmos constantemente para irmos para além dessa repetição – usando um termo bem psicanalítico – e construirmos novas formas de seguir, nossa luta precisa e deve ser para além das redes, o que fazemos? Como nos portamos? Como discutimos e abordamos esse tema no nosso cotidiano? E mais importante: como nos colocamos contra? O silêncio não deixa de ser uma forma de consentir… É preciso agir!⠀
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