Em um mundo em que somos bombardeados pela ideia de que em um piscar de olhos os nossos problemas podem ser resolvidos através de um click, de uma palavra, ou de uma compra, de uma terapia milagrosa que acessa campos específicos e transformadores, ou que vai nos fornecer uma técnica revolucionária e de coachs que juram possuir o segredo do sucesso, da fortuna e da qualidade de vida, se ter a coragem de entrar em contato com os próprios sentimentos, nomear e encarar nossas angústias e trilharmos o caminho que uma análise nos apresenta de que, nem tudo tem solução e nem pode ser ~exatamente~ resolvido, é podermos assumir a natureza inconstante, surpreendente e incontrolável da vida, de nós mesmos e de tudo o que nos cerca; e ainda assim, paradoxalmente, um ato de liberdade e responsabilidade, pois nos permite ver que apesar de não podermos tudo, ainda sim podemos muita coisa e temos ainda possibilidades.

Vivermos e nos tratarmos como ~alexas~, robôs a serem concertados por estarem com defeitos ou animais a serem domesticados, é nos rebaixarmos a seres sem subjetividade, variações, histórias e singularidades.

Acolher-se com toda essa complexidade não é conformar-se, mas libertar-se.

Não desligue-se, mas ligue-se a você, analise-se! (Com um profissional!)