Comportamento

Transformando nossas dores

Todo mundo já passou por situações em que se viu “descontando” em algum ente querido ou colega alguma frustração de algum outro assunto que não foi muito bem resolvido, não é mesmo?
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Se formos pensar não só nas frustrações do dia a dia, mas também em sentimentos mais profundos, vivências intensas e até mesmo nossos traumas, se não permitimos que eles se transformem, eles continuam em nossas vidas transferindo-se de relações em relações e até mesmo em dores físicas que aparecem de vez em quando, as chamadas doenças psicossomáticas ou sintomas, pelo olhar da psicanálise.
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O processo de transformação de uma dor, ou como sempre falo por aqui, o processo de análise ou processo terapêutico é um processo que não nos trás garantias, é um caminho pessoal que tem seu próprio ritmo e um movimento que muitas vezes dói. Afinal, falar de coisas que incomodam não teria como ser diferente, não é?
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Mas, apesar de tudo isso, acredito que é um processo necessário, é um processo que nos dá VOZ. Acredito que é através dele que damos espaço aos nossos sentimentos mais profundos aparecerem, serem acolhidos, tomarem ar e serem transformados ao longo desse caminho.
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É através desse processo que vamos em um caminho mais a fundo do que
apenas pensar em como não fazer ou como resolver, mas nos permitimos uma transformação que vem do fundo, da raiz e não algo pronto, é algo que deixa de ser um saber dado como muito nos é prometido, mas é algo construído pelas nossas próprias palavras e nossa própria vivência!

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